Bem, não gosto muito de dividir um conto em vários, mas esse aqui era impossível de ser postado inteiro. É o conto que fiz pro amigo oculto da Escritores de Fantasia e FC, comunidade a que devo muito. No jogo, cada pessoa pediria um presente - um conto - e o amigo sorteado deveria escrevê-lo. A minha amiga oculta foi a Strix, que pediu um conto onde aparecesse os nomes dos membros da comunidade. Usei os nomes de todos os participantes, de um jeito ou de outro, e mais alguns com participação especial. Era pra ser Ficção Científica, mas pendeu muito pra fantasia. Segue abaixo a primeira de sete partes, e espero que gostem o/
________________________________________________________________1. Nas margens de sal
Lucas nascia no horizonte, nebuloso. Seu verde brilhante se destacava contra o céu violeta escuro da noite do planeta. O satélite juntou-se veloz às centenas de outras luas que povoavam a abóbada celeste, de variadas cores e brilhos, como pequenas esferas penduradas na imensidão púrpura. Nasceu rápido, como era de seu feitio, tão rápido quanto a carreira de um michilizzi, e se prostrou ao lado de Bruno, a lua escura. À noroeste um relâmpago iluminou o céu, mas era uma tempestade distante, e o mar estava calmo.
_ Ch3g4m05, Adr1an4 – soou a voz metálica.
A jovem zeman deixou-se cair nas areias salgadas do recife, arfando, exausta mas contente. Largou as cordas da pequena carroça que a custo puxava e observou a linha do horizonte, onde finalmente via o mar.
Chegaram.
A boca estava seca, os pés doendo, as mãos rachando com a desidratação. Foram quatro dias de caminhada pelo deserto de sal rochoso, cento e quarenta e quatro horas atravessando o grande vale de pedras brancas que é o Recife de Sal, e por pouco achou que não conseguiriam. Estava exausta, mas pôde exibir um sorriso.
_ Chegamos – repetiu ela, saboreando o som da palavra. Não haviam chegado definitivamente, é claro. Tinham apenas atravessado ao primeiro obstáculo da viagem, sobrevivido a uma tempestade de sal, perdido o caminhão flutuador para os ventos corrosivos e puxado uma carroça durante os últimos dois dias viagem. Havia ainda uma grande jornada pelo desconhecido Mar Interno até o pólo do planeta, mas cruzar os traiçoeiros recifes já merecia uma medalha. De mono-ouro.
_ M3u c0mpu7ador c0nf1rma n0ss4 r0ta, estam05 apenas à 27,3º da dir3çã0 corr3ta. Dev3m0s n0s diri9ir... par4 lá – Zero apontou seu pequeno tentapode de aço para um ponto distante.
A zeman o observou com pena. Os ventos salgados haviam corroído a superfície do pequeno flutuang de metal, dando-lhe uma cor alaranjada e fosca, bem diferente da superfície azulada e bem polida que tinha quando deixaram Villa. Fora construído para Adriana quando ela ainda desenvolvia os últimos espectros da visão, e a tinha acompanhado desde então, até mesmo quando já deveria ter sido trocado. Adriana simplesmente se recusava a construir um novo.
Em Villa era comum que mesmo bebês ganhassem flutuanghi, mas esses eram mecanismos simples e que serviam na maior parte do tempo como babás, e que seriam trocados tão logo a criança atingisse os nove anos – a idade normal para se ganhar um. Adriana não quis desativá-lo, mas não poderia viver com um flutuang de bebê. Foi difícil, mas ela atualizou Zero peça a peça, reprogramou sua ligação psico-cibernética e instalou os programas complexos. Ainda era ligeiramente mais lento do que um flutuang comum, claro, mas era seu flutuang, e para ela isso bastava. Seu irmão mais novo, Alex, para a dor de cabeça dos pais, parecia seguir a mesma teimosia da irmã.
A jovem perdeu o sorriso quando se lembrou de Alex.
Levantou-se e limpou a areia branca do seu macacão de poli-tecido, exclusivo para resistir aos ventos cáusticos do Recife. Pensou, chateada, que poderiam ter feito um para Zero.
_ Bem, então vamos logo. Tou morrendo de sede! Zerinho, você pode filtrar a água do mar pra mim?
_ S1m.
Enquanto o flutuang se dirigia para o mar, Adriana iniciou os preparativos da jornada. Desvencilhou-se da mochila que trazia e se sentou numa pedra de sal; tirou os óculos de borracha e esfregou os olhos cansados. Tirou a touca de poli-tecido que protegia os cabelos, uma longa cabeleira tão azul que parecia negra, e os dividiu em três longas tranças. A touca, apesar de necessária para cruzar o recife, era pouco prática; guardou-a na mochila. Despiu-se por completo, sentindo com alívio sua pele respirar novamente; guardou o macacão na mochila e tirou de lá um leve traje de viagem. Quando terminou com o cabelo, amarrou uma trança em cada pulso, e uma em volta na cintura, como era o costume villano. Tirou do bolso uma minúscula cápsula de metal e dirigiu-se para a pequena carroça de penta-alumínio que arrastara nos últimos dias da viagem.
Sua superfície também estava corroída, mas pelo menos o carregamento estava intacto: um motor movido a luz lunar e um eltro-ímã ancorador. Desamarrou-os e os separou da carroça. Afastou-se e jogou a cápsula de metal sobre ela.
_ Ativar – disse.
Com um estampido alto a cápsula liberou uma nuvem de areia fina que se espalhou sobre a carroça como neblina pesada, movendo-se como se tivesse vida. Aos poucos, começou a corroer o chassi de penta-alumínio, enquanto alguma coisa crescia no centro da névoa. A neblina granuliforme ganhou velocidade, e não demorou muito para os mili-robôs transformarem a antiga carroça de carga em um barco de metal, com sete tésari de comprimento por quatro de largura, com um pequeno mastro, um leme e um remo. Então, com outro estampido, a pequena nuvem de robôs retornou para a cápsula, que rolou sobre o convés recém construído. Adriana apanhou-a e a guardou. Só tinha mais uma carga, apenas mais uma oportunidade para usar os mili-robôs, que então se tornariam inúteis como a areia de sal onde pisava. Tinha que guardá-la com cuidado.
Era engraçado como há apenas pouco mais de cem anos a sociedade zeman tinha o conhecimento para fabricar robôs até menores que os mili-robôs, e dezenas de vezes mais eficientes. Um conhecimento que se perdeu junto com as nações de Sicuro e Radrak, tragadas pela terra no último grande terremoto de Zemi. Heitor, a imensa meia lua parda, flutuava impune no quadrante sudeste do céu violeta. Agora exibia sua fase crescente, inofensiva, mas uma noite a cada 172 anos atingiria sua temível fase cheia, quando sua influência na tectonia de Zemi é tão poderosa que gera grandes abalos sísmicos por todo o planeta. Felizmente, estava a mais de meio século de voltar a acontecer.
Zero flutuou de volta com seu compartimento cheio de água potável, exibindo um sorriso na tela de computador que era seu rosto. O flutuang tinha apenas um tésar de comprimento – 0,6 metros –, formado por dois cones de pontas arredondadas, mas seu compartimento, quando cheio, poderia suprir a necessidade de um zeman por quase três dias. A pele esverdeada dos zemani pode absorver a umidade do ar – e a atmosfera de Zemi é bastante úmida – o que dispensa a ingestão de grandes quantidades de líquido.
Adriana tomou dois goles e se sentiu satisfeita pro resto da noite. Instalou o motor no barco recém construído, e iniciou sua refeição, um jantar frugal de frutas desidratadas e pão villano, enquanto Zero reabastecia sua bateria com a energia da luz amarelada de Douglas, a grande lua dourada.
Havia uma mancha no horizonte, e segundo a visão aguda de Zero, tratava-se de uma ilha. Com uma embarcação pequena como a deles, viajar de ilha em ilha era a melhor estratégia de que dispunham, e afinal de contas, a geografia do Mar Interno era totalmente desconhecida. Ali seria seu primeiro destino.
O vento estava ameno, e acariciava o rosto suave da Zeman. Estrelas brilhavam entre os vazios de tantas luas, mas havia duas que chamavam a atenção de Adriana: Maria e Rita, as estrelas gêmeas, as únicas estáticas do céu zeman. Estavam sempre alinhadas na direção norte, como a seta de uma bússola; um guia para Adriana, para onde ela tinha que ir.
_ Pr3ocup4da?... – perguntou Zero, ao computar a leve taquicardia da jovem.
Ela esperou um pouco antes de responder:
_ Zero... Me passa o dossiê de novo, com tudo o que sabemos do Pólo.
_ S1m, clar0 - respondeu, e começou um pequeno discurso informativo:
'O grand3 Rec1fe de Sal que c1rcund4 o oceano norte de Zemi sep4r4 o Pól0 do resto do planeta. Há bo4tos de que f0i dali que vi3ram os Grandes Sá8ios, e que lá ex1ste uma socied4de avanç4da de grande t3cnologia. Mesmo ass1m, há p0uca inf0rm4ção do que há dep01s dos R3cife5.
'A tecnol0gia para 4travessar os Recif3s com s3gur4nça só foi des3nvolvida há c3nto e ses5enta e o1to an0s, então t0dos os rel4tos qu3 af1rm4m terem alc4nçad0 o Mar 1ntern0 ante5 disso são duv1d0sos.
'Existem se7ent4 e tr3s resg1stros de expl0rações que falh4r4m em atr4v3s5ar o Recife, do2e d3 explorações qu3 apen45 atingiram e55as praias, qu4tro que af1rmam terem enc0ntrado ilh4s marav1lhosas – e monstr0s terr1v3is – no Mar Int3rn0, s3m terem alc4nçado o Pól0; e tr3zentas e se7e expediçõ3s que nunc4 retornaram.'
Adriana engoliu um pedaço de pão, sem saboreá-lo. Não disse mais nada, tampouco o fez Zero. Bruno se pôs no horizonte, encerrando o primeiro quarto da noite.
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Imagem retirada do Deviantart, autor Holly6669666
Lucas nascia no horizonte, nebuloso. Seu verde brilhante se destacava contra o céu violeta escuro da noite do planeta. O satélite juntou-se veloz às centenas de outras luas que povoavam a abóbada celeste, de variadas cores e brilhos, como pequenas esferas penduradas na imensidão púrpura. Nasceu rápido, como era de seu feitio, tão rápido quanto a carreira de um michilizzi, e se prostrou ao lado de Bruno, a lua escura. À noroeste um relâmpago iluminou o céu, mas era uma tempestade distante, e o mar estava calmo.
_ Ch3g4m05, Adr1an4 – soou a voz metálica.
A jovem zeman deixou-se cair nas areias salgadas do recife, arfando, exausta mas contente. Largou as cordas da pequena carroça que a custo puxava e observou a linha do horizonte, onde finalmente via o mar.
Chegaram.
A boca estava seca, os pés doendo, as mãos rachando com a desidratação. Foram quatro dias de caminhada pelo deserto de sal rochoso, cento e quarenta e quatro horas atravessando o grande vale de pedras brancas que é o Recife de Sal, e por pouco achou que não conseguiriam. Estava exausta, mas pôde exibir um sorriso.
_ Chegamos – repetiu ela, saboreando o som da palavra. Não haviam chegado definitivamente, é claro. Tinham apenas atravessado ao primeiro obstáculo da viagem, sobrevivido a uma tempestade de sal, perdido o caminhão flutuador para os ventos corrosivos e puxado uma carroça durante os últimos dois dias viagem. Havia ainda uma grande jornada pelo desconhecido Mar Interno até o pólo do planeta, mas cruzar os traiçoeiros recifes já merecia uma medalha. De mono-ouro.
_ M3u c0mpu7ador c0nf1rma n0ss4 r0ta, estam05 apenas à 27,3º da dir3çã0 corr3ta. Dev3m0s n0s diri9ir... par4 lá – Zero apontou seu pequeno tentapode de aço para um ponto distante.
A zeman o observou com pena. Os ventos salgados haviam corroído a superfície do pequeno flutuang de metal, dando-lhe uma cor alaranjada e fosca, bem diferente da superfície azulada e bem polida que tinha quando deixaram Villa. Fora construído para Adriana quando ela ainda desenvolvia os últimos espectros da visão, e a tinha acompanhado desde então, até mesmo quando já deveria ter sido trocado. Adriana simplesmente se recusava a construir um novo.
Em Villa era comum que mesmo bebês ganhassem flutuanghi, mas esses eram mecanismos simples e que serviam na maior parte do tempo como babás, e que seriam trocados tão logo a criança atingisse os nove anos – a idade normal para se ganhar um. Adriana não quis desativá-lo, mas não poderia viver com um flutuang de bebê. Foi difícil, mas ela atualizou Zero peça a peça, reprogramou sua ligação psico-cibernética e instalou os programas complexos. Ainda era ligeiramente mais lento do que um flutuang comum, claro, mas era seu flutuang, e para ela isso bastava. Seu irmão mais novo, Alex, para a dor de cabeça dos pais, parecia seguir a mesma teimosia da irmã.
A jovem perdeu o sorriso quando se lembrou de Alex.
Levantou-se e limpou a areia branca do seu macacão de poli-tecido, exclusivo para resistir aos ventos cáusticos do Recife. Pensou, chateada, que poderiam ter feito um para Zero.
_ Bem, então vamos logo. Tou morrendo de sede! Zerinho, você pode filtrar a água do mar pra mim?
_ S1m.
Enquanto o flutuang se dirigia para o mar, Adriana iniciou os preparativos da jornada. Desvencilhou-se da mochila que trazia e se sentou numa pedra de sal; tirou os óculos de borracha e esfregou os olhos cansados. Tirou a touca de poli-tecido que protegia os cabelos, uma longa cabeleira tão azul que parecia negra, e os dividiu em três longas tranças. A touca, apesar de necessária para cruzar o recife, era pouco prática; guardou-a na mochila. Despiu-se por completo, sentindo com alívio sua pele respirar novamente; guardou o macacão na mochila e tirou de lá um leve traje de viagem. Quando terminou com o cabelo, amarrou uma trança em cada pulso, e uma em volta na cintura, como era o costume villano. Tirou do bolso uma minúscula cápsula de metal e dirigiu-se para a pequena carroça de penta-alumínio que arrastara nos últimos dias da viagem.
Sua superfície também estava corroída, mas pelo menos o carregamento estava intacto: um motor movido a luz lunar e um eltro-ímã ancorador. Desamarrou-os e os separou da carroça. Afastou-se e jogou a cápsula de metal sobre ela.
_ Ativar – disse.
Com um estampido alto a cápsula liberou uma nuvem de areia fina que se espalhou sobre a carroça como neblina pesada, movendo-se como se tivesse vida. Aos poucos, começou a corroer o chassi de penta-alumínio, enquanto alguma coisa crescia no centro da névoa. A neblina granuliforme ganhou velocidade, e não demorou muito para os mili-robôs transformarem a antiga carroça de carga em um barco de metal, com sete tésari de comprimento por quatro de largura, com um pequeno mastro, um leme e um remo. Então, com outro estampido, a pequena nuvem de robôs retornou para a cápsula, que rolou sobre o convés recém construído. Adriana apanhou-a e a guardou. Só tinha mais uma carga, apenas mais uma oportunidade para usar os mili-robôs, que então se tornariam inúteis como a areia de sal onde pisava. Tinha que guardá-la com cuidado.
Era engraçado como há apenas pouco mais de cem anos a sociedade zeman tinha o conhecimento para fabricar robôs até menores que os mili-robôs, e dezenas de vezes mais eficientes. Um conhecimento que se perdeu junto com as nações de Sicuro e Radrak, tragadas pela terra no último grande terremoto de Zemi. Heitor, a imensa meia lua parda, flutuava impune no quadrante sudeste do céu violeta. Agora exibia sua fase crescente, inofensiva, mas uma noite a cada 172 anos atingiria sua temível fase cheia, quando sua influência na tectonia de Zemi é tão poderosa que gera grandes abalos sísmicos por todo o planeta. Felizmente, estava a mais de meio século de voltar a acontecer.
Zero flutuou de volta com seu compartimento cheio de água potável, exibindo um sorriso na tela de computador que era seu rosto. O flutuang tinha apenas um tésar de comprimento – 0,6 metros –, formado por dois cones de pontas arredondadas, mas seu compartimento, quando cheio, poderia suprir a necessidade de um zeman por quase três dias. A pele esverdeada dos zemani pode absorver a umidade do ar – e a atmosfera de Zemi é bastante úmida – o que dispensa a ingestão de grandes quantidades de líquido.
Adriana tomou dois goles e se sentiu satisfeita pro resto da noite. Instalou o motor no barco recém construído, e iniciou sua refeição, um jantar frugal de frutas desidratadas e pão villano, enquanto Zero reabastecia sua bateria com a energia da luz amarelada de Douglas, a grande lua dourada.
Havia uma mancha no horizonte, e segundo a visão aguda de Zero, tratava-se de uma ilha. Com uma embarcação pequena como a deles, viajar de ilha em ilha era a melhor estratégia de que dispunham, e afinal de contas, a geografia do Mar Interno era totalmente desconhecida. Ali seria seu primeiro destino.
O vento estava ameno, e acariciava o rosto suave da Zeman. Estrelas brilhavam entre os vazios de tantas luas, mas havia duas que chamavam a atenção de Adriana: Maria e Rita, as estrelas gêmeas, as únicas estáticas do céu zeman. Estavam sempre alinhadas na direção norte, como a seta de uma bússola; um guia para Adriana, para onde ela tinha que ir.
_ Pr3ocup4da?... – perguntou Zero, ao computar a leve taquicardia da jovem.
Ela esperou um pouco antes de responder:
_ Zero... Me passa o dossiê de novo, com tudo o que sabemos do Pólo.
_ S1m, clar0 - respondeu, e começou um pequeno discurso informativo:
'O grand3 Rec1fe de Sal que c1rcund4 o oceano norte de Zemi sep4r4 o Pól0 do resto do planeta. Há bo4tos de que f0i dali que vi3ram os Grandes Sá8ios, e que lá ex1ste uma socied4de avanç4da de grande t3cnologia. Mesmo ass1m, há p0uca inf0rm4ção do que há dep01s dos R3cife5.
'A tecnol0gia para 4travessar os Recif3s com s3gur4nça só foi des3nvolvida há c3nto e ses5enta e o1to an0s, então t0dos os rel4tos qu3 af1rm4m terem alc4nçad0 o Mar 1ntern0 ante5 disso são duv1d0sos.
'Existem se7ent4 e tr3s resg1stros de expl0rações que falh4r4m em atr4v3s5ar o Recife, do2e d3 explorações qu3 apen45 atingiram e55as praias, qu4tro que af1rmam terem enc0ntrado ilh4s marav1lhosas – e monstr0s terr1v3is – no Mar Int3rn0, s3m terem alc4nçado o Pól0; e tr3zentas e se7e expediçõ3s que nunc4 retornaram.'
Adriana engoliu um pedaço de pão, sem saboreá-lo. Não disse mais nada, tampouco o fez Zero. Bruno se pôs no horizonte, encerrando o primeiro quarto da noite.
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Imagem retirada do Deviantart, autor Holly6669666


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